Dream...
Capítulo 16

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 O sol emergia a leste das águas serenas do oceano pacifico. Sua luz dourada refletia em meu cabelo fazendo-o parecer mais ruivo que de costume. Parei na orla da praia, ofegante, com as mãos na cintura observei o amanhecer, enquanto recuperava o folego.

 Eu acordara cedo, antes do nascer do sol. Pus minha roupa esportiva, Ipod em mãos e fui correr na praia. Nada como um pouco de caminhada para reorganizar a mente.

 O som suave das notas de Debussy soava em meus fones. Eu tentava por tudo não me deixar dominar pela raiva ou pela tristeza. Nesse dia que passou sem eu encontrar com Peter, senti sua falta. Mas não conseguia deixar de pensar em sua mentira. Lembrei-me de seu coração batendo sob minha mão, de seu beijo terno e intenso, lembrei-me de seu sorriso carinhoso. Isso não poderia ser falso, não sei como, mas eu sentia que não era.

 

 De volta ao hotel tomei um banho com água fresca, penteei os cabelos – soltos como de praxe – vesti short jeans cintura alta e uma curta blusa vintage de alça com bojo na cor azul claro. Ao contrario de ontem, hoje Nina trabalharia a maior parte do dia. Então resolvi sair para dar uma volta, sem destino definido. Eu não sabia oque esperar do dia. Nenhum sinal de Peter desde anteontem, a não serem suas ligações perdidas.

 Passei pelo salão da recepção desviando de alguns turistas fotografando, desci os primeiros degraus da escadaria. A luz solar inundou meu corpo com uma sensação gostosa, ajustei os ósculos de sol e olhei diretamente a minha frente. – como se alguém tivesse chamado meu nome, ou seria simplesmente por que eu sentira sua presença?

 Em um carro azul claro e reluzente – um clássico dos anos 80 – Bruno estava encostado. Suas pernas estavam cruzadas à frente do corpo e uma de suas mãos no bolso de sua calça social vermelha enquanto outra apertava o cigarro em um trago. O sol era refletivo pelo seu topete impecavelmente penteado e brilhante, havia uma expressão de tensão mesclada com sensualidade e mistério em suas sobrancelhas levemente unidas franzido sua testa. Mas por trás dos óculos RayBan era difícil discernir com exatidão.

Tive tempo de ver tantos detalhes porque fiquei parada, estática no meio da escadaria. Como se alguém chamasse por seu nome também, repentinamente ele ergueu mais o olhar, diretamente para mim. Meu coração martelava em minha cabeça, senti-me tonta, as pernas bambas, me concentrei tentando lembrar a mim mesma de como respirar. Com esforço para mexer as pernas desci os últimos degraus de mármore. Bruno sustentou meu olhar, com certeza aquela blusa cor de areia havaiana de botões  contrastara com sua pele morena, o deixava muito sexy. Respirei fundo, impossível não confundir as coisas quando o vejo. Provavelmente ele estava aqui para conversarmos. E eu não conseguia deixar de pegar fogo só de olhar para ele. Mas com firmeza fui a sua direção, afinal ele ainda me devia uma explicação.

 Bruno retirou os óculos, repeti seu gesto.

- Oi – ele disse com voz terna, seus olhos com seu poder esmagador fitavam-me.

- Oi – sustentei seu olhar, como se fosse possível desviar os olhos dos dele.

Um segundo de silencio pairou no ar. Eu não começaria a falar, esperei.

- Jasmin, gostaria de conversar com você. Te explicar tudo.

Virei o rosto para o lado fitando a praia Mahina sem nada ver.

- Você está com raiva de mim?

Silêncio.

- Tudo bem. Se não quer falar, ao menos vai me ouvir?

Silêncio.

Sem olhar em seu rosto, dei a volta pela frente do carro e parei na porta do passageiro, esperando-o abri-la pra mim. Bruno seguiu-me com o olhar, confuso e hesitante. Olhei em seus olhos e deles para a porta. Bruno entendeu isso como um sim, um sorriso distendeu seus lábios, as covinhas se formaram em suas bochechas. Fiz força para não me deixar levar por seu charme e beleza incontestáveis. Entrei no carro, ele fechou a porta e tomou seu posto atrás do volante. Nenhum de nós falou durante o percurso. Uns 25 minutos depois Bruno parou numa calçada, ao lado de uma longa estrada que percorremos e que se estendia quilômetros além. Deserta.

 Antes que Peter o fizesse, eu abri a porta e desci. Por detrás dos arbustos que ladeavam o lado oeste da estrada, vinha o cheiro salgado do litoral, desci da calçada em direção à praia. Caminhei pela areia branca em direção ao mar de águas azuis-piscina. Meu coração tresloucado batia acelerado em meu peito.  Eu não sabia oque dizer, não sabia oque pensar, mas eu queria estar ali.

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- Lindo não acha? – não o ouvira se aproximar, quando virei Bruno estava atrás de mim. – A maioria dos turistas passam direto, a ignoram, em busca das praias mais famosas, porém lotadas.

Eu não disse nada. Olhava fixamente para o horizonte, o céu azul e as águas como um só. Depois de alguns segundos de silencio ele disse.

- Jasmin, primeiro quero que saiba que eu nunca quis magoa-la. Eu não menti pra você…

Encarei-o cética.

- Ah, Peter… Opa,! Desculpe. Bruno, com certeza você não mentiu. Claro que não.

Em reação a minha ironia ele respirou fundo. – Jasmin, te entendo. Mas por favor, me deixe explicar.

Virei o rosto, dei alguns passos. Sentei-me em um tronco de arvore caído, embranquecido pelo sol e pelo sal ali perto. Olhei para ele esperando. Mais uma vez ele entendeu como um sim. Aproximou-se alguns passos e sentou-se em uma rocha a minha frente, com uma certa distancia. Olhei em seu rosto, nossos olhares se encontraram.

- Imagino oque esteja pensando… Que eu quero brincar com você, que sou um vaidoso… Mas não é nada disso. – deu uma pausa, mas como eu não protestei ele prosseguiu.

“Eu havia desembarcado há dois dias. Enfim retornado ao Hawai’i, após anos muito difíceis, voltei triunfante. Rever a família, descansar, me apresentar com meus amigos de banda. – pegou um graveto e começou a desenhar na areia. Seus olhos perderam o foco, como imerso em lembranças – Marquei com o Phil de encontra-lo no bar do hotel para acertarmos assuntos dos shows. E quando entrei naquele bar, mal imaginava eu que minhas férias iriam tomar um rumo, uma dedicação totalmente diferente do que eu imaginara. – ele ergueu o rosto, procurando por meus olhos -  Vi você.

“E quando você sorriu para mim eu senti que não podia ir embora sem falar com você. Phil me chamou para ir ao Iate Club, recusei, quis ficar. – Um sorriso distendeu seus lábios – Discuti internamente se deveria ir e cumprimenta-la. Te observei, e percebi que esperava alguém. Percebi que me olhava, mas me perguntei se não seria uma fã, e apenas isso. – senti meu rosto pegar fogo, ele percebera que eu olhava pra ele.

“Em um impulso decidi e estava ao seu lado lhe oferecendo uma bebida antes mesmo de me dar conta de tê-lo feito. Você aceitou, conversamos e nada de fotografias, autografo ou gritos. Quando me questionou sobre meu nome, me surpreendi. Devia ter ficado ofendido – ele riu – mas não, pelo contrário, senti-me grato. Eu estava sendo tratado como quem sou, não apenas pela fama. Isso aproxima muitas pessoas de você. Mas quantas delas são sinceras? Então me apresentei como Peter. – Mais uma pausa, agora seus olhos perfuravam os meus. – Esse é o meu verdadeiro nome, Jasmin. Peter, Peter Gene Hernandez. Bruno é uma apelido dado pelo meu pai, desde quando eu era muito pequeno. Mars, foi um acréscimo na adolescência, as meninas diziam que eu era de outro planeta. Deu de ombros. Eu corei novamente, lembrando de ter pensando a mesma coisa sobre ele. Tão romântico que parecia ser de outro mundo.

“- Adotei-o como nome artístico, e é assim como me tratam. Entenda, eu não maquinei nada para engana-la. Eu não queria ser tratado diferente só por ser cantor. Por isso quando mencionamos nossas profissões eu me mantive tão reservado, sem dar muitos detalhes claros. Eu temi que passasse tempo demais e você não se desse conta que eu sou um artista. Temi que acontecesse oque aconteceu. E imaginei como te contaria, como eu ia fazer você perceber… Então eu cantei, não vi outra forma. Me surpreendi com sua reação, imaginei que não fosse quer mais me ver. Eu te liguei, mas entendi que precisava de um tempo.

Jasmin, seu jeito livre, divertido e natural me encantou. Me fascinei por sua simplicidade, sua liberdade. Não podia me despedir de você sem ter certeza de que a encontraria novamente. Você me cativou, Jasmin… E não quero que se afaste de mim. Desculpe-me, por não tê-la contado, por tê-la confundido. Eu… – sua voz pareceu embargar, ele hesitou, mas não concluiu a frase.

 O silencio só não era absoluto pelas ondas que quebravam a poucos metros de nós. Refleti sobre tudo que ele acabara de confessar. Surpreendi-me com a onda de ternura que senti em meu coração. Não importava afinal…

- Bruno… – seu olhar ficou atento e ávido – não se desculpe. Como me diria? “Hey! Sou um cantor muito famoso, sexy e desejado por todas as mulheres!” – ele riu, eu sorri também. De repente o clima estava mais leve. – Eu não o reconheci Bruno, desculpe-me por essa confusão. Ele sorriu e baixou a cabeça, suas covinhas marcadas nas bochechas. Peter, Bruno… Ele causava a mesma loucura em mim. Senti-me fascinada por sua beleza, quis beijar seus lábios avermelhados e úmidos.

Mas de repente, uma onda de pânico me fez suar e arregalar os olhos. – Oque foi? Perguntou Bruno assustado.

 Afinal, oque eu estava pensando? Como eu me deixara levar? Eu não poderia ter me envolvido tanto. Não com ele sendo o Bruno Mars! Com uma súbita secura na boca e respiração entrecortada. Baixei os olhos, tristonha. Bruno sentou-se ao meu lado no tronco de árvore, com um aperto o coração senti o toque macio de sua mão na minha. Ergui o rosto para olhar o dele, não consegui falar em voz alta oque gritava dentro de mim. Eu só entendia uma coisa. Eu o queria. E esquecera tudo, qualquer duvida ou confusão em relação aquele homem que retinha minha mão na sua. Segurei sua mão com firmeza, olhei em seus olhos. Querendo chorar, abracei-o, ele não pode ver as lágrimas que rolaram em meu rosto.

- Jasmin … – ee apertou seus braços ao meu redor.

- Você me perdoa?

- Oh, Bruno. Não, eu o aceito. – Abracei-o com mais força. Senti o calor de seu corpo reconfortar-me. Mas não por completo. Ainda havia uma questão.

Sequei as lágrimas e sai do abraço delicadamente. Bruno sorriu, aquele sorriso de lábios fechados e covinhas, a ternura em seus olhos fez-me questionar como alguém poderia ser tão belo. Não me refiro à beleza exterior, belo de alma. Acariciei seu rosto delicadamente. O mesmo sorriso, o mesmo olhar de Peter. Não havia diferença. Ele confiava em mim e eu nele.

- Você é incrível Bruno. Me pergunto como pode alguém que conheço a pouco despertar tais sentimentos em mim. Tão simples, porém profundos. Com você eu me sinto tão… livre. Estou começando a achar que… – naquele momento reconheci oque escondia em meu subconsciente…

- Você tem medo? – ele disse.

- Medo de que? - sustentei seu olhar.

- Medo de dizer que esta apaixonada.

Seu olhar enxergava além de minha alma, agora eu tinha certeza.

Fiz que sim, corando – tenho medo, estou insegura Peter… agora sabendo quem você é.

- Você sempre soube quem sou – corrigiu ele – Por que tem medo?  Não tenha medo minha querida – seus dedos deslizaram gentilmente em minha face.

- Tenho medo de não vê-lo mais…

- Eu estou aqui, não estou?

- Sim, mas e quando tiver que voltar a Los Angeles, Bruno? E eu ao Brasil…  Ele ficou em silencio, sua expressão revelava o quanto essa questão também o confundia.

- Jasmin, eu não sei… Eu não sei se eu aguentaria ficar sem você, eu te quero, eu te quero muito. Quero ficar com você, se você me quiser. E depois… veremos oque fazer.

 Absorvi lentamente oque ele acabara de dizer. Ele me queria, queria ficar comigo. Uma parte de mim vibrou de alegria. Outra, temeu, oscilei entre o medo de me apaixonar, ainda mais por ele… e ele partir… Então lembrei-me do que Julia mandara por SMS “ Aproveite como se não houvesse amanhã”. Oque eu tinha a perder? Eu não seria covarde a ponto de deixar de viver cada segundo possível com ele. Eu sentia uma coragem inacreditável com ele.

- Vamos deixar este detalhe pra lá, por enquanto. – sugeri com um sorriso tristonho.

- Vem cá minha ruivinha… – Bruno pegou em minhas pernas e me encontrei em seu colo. Meu corpo ardeu com o fogo da paixão e nossos lábios se encontraram avidamente. (…)

* Continua!


Yasmine Hernandez~*


Capítulo 15

 Pela porta silenciosamente ele entrou no quarto. Deitou-se ao meu lado aconchegando-me em seu peito, como ele fazia.  Dando-me segurança e proteção. De repente o quarto de paredes marfim deu lugar a um borrão verde. Eu corria desabalada pela floresta. Em busca de  uma brecha de luz solar, era tudo tão úmido e escuro. Peter não estava mais comigo. A toda velocidade continuei correndo. Então o chão sumiu de meus pés, cai no espeço vazio do precipício. Rodopiei no ar e rompi na água, nela dissolveu-se uma tinta vermelha, sangue. Em minha barriga senti uma pontada intensamente forte. Levei as mãos ao ponto da dor. Tentando estancar o sangue ao mesmo tempo em que tentava sair da água e abrir os olhos, que pareciam colados, sair daquela agonia. Por fim, abri os olhos.

 O quarto estava claro, uma claridade branca e embaçada vinda da porta de vidro. Levantei e fiz uma nota mental para fechar as cortinas antes de dormir. Fui ao banheiro, minha barriga doía de tão apertada.

 Após o banho – vestindo short jeans e camiseta azul – decidi descer ao restaurante do hotel em vez de pedir o café da manhã no quarto. Grata pela sonolência impedir minha mente de vagar para qualquer pensamento ou paro o sonho desagradável, o qual já estava se embaçando em minha memoria, entrei no elevador. Desci dois andares, o elevador parou no 20º andar. Cheguei para o lado para dar espaço ao novo passageiro. Fitando os botões de controle do elevador, vi pela visão periférica que era um homem.

- Bom dia! – disse simpático.

Ergui o olhar – bom dia! – dei-lhe um sorriso. Era difícil não sorrir em meio a tanta simpatia. A porta fechou e o elevador recomeçou a descer. Olhei para ele disfarçadamente. Franzi o cenho, eu já o tinha visto antes… esse cavanhaque, os óculos… Sim! O homem que estava com Peter no bar. Sim, era ele.

- Gostando das férias? – ele quebrou o silencio constrangedor.

- Ah, sim. Obrigada. Hm, e você?

- Trabalhando. Mas dá pra curtir. – ele sorriu. – Qual é o seu nome?

- Jasmin, Jasmin Duarte.

- Philip Lawrence. É um prazer Jasmin. – estendeu a mão. Apertei-a e sorri constrangida. Voltei a fitar os botões de controle do elevador. Amigo de Peter… Tão simpático quanto ele.

 Chegamos ao 3º andar, sai primeiro da cabine e fomos na mesma direção. Então engoli o “tchau” que estava na ponta da língua. Philip abriu a porta dupla de vidro do restaurante.

- Mahalo. – agradeci.

 Sentei-me no banco alto do balcão do enorme salão. Ele sentou em uma mesa perto da janela, mais distante. Além dele de mim, o local estava vazio.

- Aloha kakahiaka! Em que posso servi-la? – Disse atendente de pele muito bronzeada e olhos orientais. Imaginei que fosse imigrante.

-Aloha,.. Um café, por favor. – ela sorriu e sumiu atrás do balcão. Peguei o cardápio e comecei a folhear.

- Aloha! – esse cumprimento chegou até mim vindo de trás. Girei no banco.

- Hey Nina. Aloha – dei um sorriso fraco. De alguma maneira agora a frente dela senti uma vontade incontrolável de desabafar, abraça-la. Não consegui disfarçar. Não com Nina. Sempre nos falamos pelo WebCam, e ela sempre me ouviu com interesse, fazendo-me rir. Mesmo distante.

 Por isso ela percebeu. Mas de inicio nada comentou.

- Que surpresa te encontrar aqui a essa hora. Pensei que estivesse cansada de ontem… – deu um sorriso insinuador.

Eu ri brevemente – que horas são?

Ela olhou no relógio de pulso – hm, 6:41.

- Hmm – murmurei. Tive a impressão de ter dormido muito. Mas realmente era estranho o restaurante estar tão vazio. Então lembrei que não era tão tarde quando me deitei ontem, 21h00min mais ou menos. Meu café chegou.  “Mahalo” – eu disse.

A atendente cumprimentou Nina informalmente. Nina era amiga de todo mundo naquele hotel!

Percebi que estava dispersa. Nina também percebera, mas me deixou com meus pensamentos. Agradecida beberiquei mais um pouco do café, pousei a minha xicara no pires.

- Como foi a festa ontem? – Forcei um pouquinho para parecer animada. Não queria abafar seu entusiasmo seja lá pelo que tivesse acontecido na noite anterior.

Nina dei um largo sorriso, olhou para mim – foi bem divertido. E a sua noite? Como foi?

Ela sabia que não tinha sido “bem divertido”. Mas mesmo assim perguntou de forma sutil. Para que eu mesma contasse. Nina pode ser esfuziante e louca a maior parte do tempo, mas nessas ocasiões ela é extremamente sutil e delicada. Gosto disso nela.

- Você está livre hoje? – perguntei. Não, eu não fugi do assunto. Nina pareceu entender a mesma coisa, franziu o cenho.  

- Tenho um tour longo hoje, das 7:30 ás 13:30. O restante do dia estou livre. Por quê?

Agora fui eu quem franziu a testa. – Nina, como é que você tem anto tempo livre?

Ela riu - trabalho aqui há anos amiga. Nunca tirei férias, raramente tirei folgas. Tudo pra chegar onde estou. As férias e folgas acumularam. Resolvi gasta-las. Deu de ombros.

- Ah… - ergui as sobrancelhas. – Posso ir com você? No tour.

- Claro Myn! Precisa perguntar?

- Então é melhor eu subir pra me arrumar. Mas antes, olhe aquele cara sentado lá perto da janela. Ela girou no banco, olhando pra trás.

- Hm, oque tem ele?

- Nada demais. Mas preciso conversar com você.  Aqui não.

 

 

 

 Embarcamos no ônibus da agencia de turismo, Nina em pé na frente explicando sobre a monarquia instituída pelo Kamehameha no Hawai’i. Terminando seu discurso sentou-se ao meu lado, os turistas começaram um burburinho de comentários entusiasmados.

- Então Myn. O que há?

- Ai Nina, eu nem sei por onde começar… – franzi a testa, respirei fundo – O Peter… ele é o Bruno Mars.

Nina arregalou os olhos, boquiaberta. – Quê?!

- É eu sei.

- Tem certeza? Tipo, como assim? E por que você não está sei lá, encantada com isso?

- É ele sim. Pesquisei na internet. Vi fotos.

- Você tá saindo com Bruno Mars!? – exclamou ela cética.

- Pssssiu! Nina! Fala baixo!

- Ca-ram-ba! – ela dividiu a palavra. Em seguida uniu as sobrancelhas, quando viu minha expressão. Ela disse baixinho me consolando – que foi amiga? Por que você está assim?

Contei a ela a tarde maravilhosa em que passei com Peter. – de passagem comentei que o cara do restaurante, o Phillip é amigo de Peter - E na volta, as garotas tirando fotos no MacDonald’s, - era por causa dele - em um clique eu me toquei. Narrei nossa conversa, nossa declaração mutua e depois ele cantando Jus The Way You Are.

- … e Nina, eu não sei oque pensar. Eu estava realmente confiando nele e ele mentiu pra mim Nina.

- Calma. Você nem deixou ele se explicar. Você simplesmente saiu do carro. – Abri a boca para protestar, mas ela fez sinal para eu me calar – eu sei que nessa situação qualquer um se sentiria traído. Mas pensa só, ele é um cantor famoso e quantas pessoas se aproximam dele apenas por isso? Inúmeras. Ele deve ter seus motivos. E amiga, se você fala dele assim, com tanto carinho ao lembrar-se dos momentos em que passaram juntos… Você não deveria desistir assim. Dê uma chance a ele.

- Não sei…

- Pense Myn. Pense muito antes de fazer qualquer coisa. Eu nunca a vi tão contente durante esses anos em que nos conhecemos, você nunca ficou tão feliz com cara nenhum. E você nem sabia que ele era o gato do Bruno Mars. – ela deu ênfase no nome – mas me conta uma coisa? Como é que você não sabia que ele é o Bruno? Cara! – disse ela estupefata.

 Eu não disse nada. E Nina me deixou em paz com meus pensamentos. Saiu em direção à frente do ônibus novamente, murmurando alguma coisa sobre o cara lindo no carro vermelho ter passado em frene ao hotel. Observei-a trabalhar, o ônibus passava pelas avenidas de Waikiki e Nina falava sobre suas atrações. Em determinados pontos descemos do ônibus e fomos conferir de perto o Waialae Contry Club , Waikiki Aquarium, Mau Uae Nature Park. Eu olhava com interesse para as atrações e a paisagem, mas não conseguia ouvir nada do que Nina falava. Ao em vez disso mergulhei em pensamentos.

 Nina tinha razão. Como é que eu não o reconheci? Eu nunca havia visto o seu rosto antes de chegar ao Hawai’i, não fico por ai pesquisando sobre cantores. Mas isso não muda o fato de eu ter me sentido uma tapada.

E por que ele mentiu sobre o seu nome? Será que tinha medo que eu me envolvesse com ele por interesse? Ou estaria brincando comigo? Não, por mais que isso passasse por minha cabeça confusa não chegava ao meu coração. Eu sentia a sinceridade emanar dele. Com ele eu me redescobri, deixei de ser a profissional, adulta, responsável. E voltei a ser apenas eu. A liberdade que senti ao seu lado, a confiança. Isso nunca sentira por ninguém, não tão rápido. Com ele foi tudo tão simples.

E senti no fundo do eu coração que tinha que ser verdadeiro. Se não fosse eu não teria sentido oque senti. E abrir mão dele… Eu não via como uma opção aceitável. Não queria isso, apesar das circunstâncias. Não tinha certeza se estaria em condições de ouvi-lo, não tinha decidido isso ainda.

*Continua! ;)

Yasmine Hernandez~*

Jasmin é semelhante a esta modelo. Cabelos ruivos, porém mais cacheados e o tom de ruivo mais forte. Corpo ‘gostoso’ e pele bem branquinha. Os olhos dela são castanhos. ;)

Jasmin é semelhante a esta modelo. Cabelos ruivos, porém mais cacheados e o tom de ruivo mais forte. Corpo ‘gostoso’ e pele bem branquinha. Os olhos dela são castanhos. ;)

Capítulo 14

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Foi quando esbarrei na camareira derrubando a pilha de toalhas que ela carregava nos braços que voltei a mim. Até então eu subira até o corredor em um estupor nervoso.

- Ai,! Me desculpe! – disse eu em inglês.

- Tudo bem, tudo bem. – então ela olhou para mim, sua expressão tornou-se estranha. Seus olhos arregalaram-se ligeiramente e ela uniu as sobrancelhas. – Deixe comigo, pode ir. – disse bondosamente.

Franzi o cenho fitando o chão e continuei o caminho do corredor até meu quarto. Esquecendo-me imediatamente do incidente com a camareira. Tive certa dificuldade para abrir a porta com as mãos trêmulas, entrei no cômodo escuro. Parei com a mão na maçaneta, virada para a porta encostei minha testa na madeira. Minha mente estava bloqueada… Eu simplesmente não entendo! Soltei um pesado suspiro. Sentindo-me sufocada pensei em ir até a varanda com urgência buscar um pouco de ar fresco, mas eu sabia que lá fora estaria quente e abafado, então liguei o ar-condicionado. Sentada na cama por cima das mãos, fitei os desenhos da tapeçaria oriental. Eu estava em estado de choque, perplexa! “haha” - soltei uma risada cética tosca. Não poderia ser verdade. Poderia? Peter… é o Bruno? Peter é o Bruno Mars! Levei as mãos a cabeça atordoada, joguei-me de costas na cama. Fitando o teto como uma tela de TV, revi minha conversa com ele no carro. Seus olhos suplicantes perfurando os meus e como ele ficou visivelmente preocupado. Mas isso não mudava muita coisa, não queria dizer que realmente se importasse. Como ele se apresenta a mim com outro nome? Por quê? Ele queria brincar comigo! Isso sim! Como pude ser tão idiota!!? Ai meu Deus!, e eu me apeguei a ele!

 Levantei abruptamente da cama, olhei ao redor do quarto. Vi o notebook encima da escrivaninha de onde não saiu desde o dia do meu desembarque. Sentei-me na cadeira e abri o aparelho. Tamborilei no tampo da mesa impaciente, esperando o computador ligar. O som do Windows soou, digitei minha senha rapidamente e enfiei o modem na entrada do notebook. Suspirei asperamente e digitei no Google “Bruno Mars”. Alguns segundos passaram-se – torcendo para que eu estivesse louca e a pesquisa nada tivesse a ver com o cara que eu conhecia. Uma lista imensa de resultados apareceu na tela. Não fora preciso muito, mirei no segundo link na lista. “Imagens de Bruno Mars” Meu coração doeu de tão forte que bateu. Senti-o martelar em minhas têmporas. Fiquei tonta, enjoada.

- É ele – eu disse. Minha voz ecoou em minha mente. Fazendo-me entender pela primeira vez. – É ele.

 Fechei o notebook com violência. Com um rompante abri a porta dupla da sacada, fui ao peitoral e apoiei-me segurando com força nas grades brancas, de cabeça baixa respirando descompassadamente. Ora eu sentia raiva, ora sentia-me traída, confusa, ou louca. Não pode ser! Bruno Mars! Isso é demais pra mim.

 Meu celular tocou dentro da bolsa, no chão perto da porta. E olhava a cidade lá embaixo sem nada ver, mergulhada em pensamentos. Imaginei que fosse… ele. Mas lembrei-me de que Nina havia me chamado para uma festa ou algo do tipo. Ele não me ligaria tão depressa. Ligaria? Entrei, peguei minha bolsa do chão. Sentei na beirada da cama e abri a mensagem de Nina. Dizia que estava a caminho do hotel, se eu estivesse me arrumando. Não conseguiria contar nada a ela. Não agora. Vasculhei minha mente conturbada em busca de uma desculpa.

Amiga! :D Estou ocupada ainda, sabe? Haha Desculpa, fica pra próxima? Nos vemos amanha! Divirta-se! Honi :*

 Sei que parecia animada demais, mas foi a melhor coisa que consegui maquinar. Enviei o SMS e arremessei o celular para o outro lado do quarto. Resolvida a tomar um banho - me livrar dos grãos de areia de meus pés e cabelos seria um grande alivio. Seria bom se pudesse limpar minha mente também, desfazer toda aquela confusão – tirando as peças de roupa pelo caminho fui ao banheiro e abri a torneira da banheira.

 Na cama, vestindo baby-doll, abracei o travesseiro. Deitada encolhida, olhando o céu estrelado pela porta de vidro da suíte. Senti uma leve cocega na bochecha, passei as mãos e senti meu rosto molhado. Chorando silenciosamente adormeci.

 *Continua!


(E agora? …)  Oque acharam? Comentem na sk! Obg! 

Yasmine Hernandez~*

Esse capítulo me deixou mt nervosa, e curiosa! Não paro de me perguntar: Oq vai acontecer? Como será o próximo? Eles vão brigar, Jasmin não vai perdoa-lo? Como pode? OMG *o* haha

A mim também! >.<

rsrs *-* veremos! (yn)

Capitulo 13

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 No caminho de volta, Peter pegou a saída em Malibu Rd e estacionou perto de uma lanchonete McDonald’s. O clima ainda estava muito quente, oque não me surpreendia. E eu comecei a sentir o cansaço descer em meu corpo.

- Algum pedido?

- Hmm, hambúrguer com fritas e Coca tá ótimo – sorri.

- Ok – disse ele, afastando-se.

 Peter deixou as chaves na ignição e a calefação ligada. Nos primeiros minutos revi nosso dia até aquele momento. Então um burburinho de vozes vinda da lanchonete despertou-me de meus devaneios, virei no banco olhando pelo vidro de trás do carro. Um grupo de pessoas, a maioria meninas adolescente, abanavam as mãos entusiasmadas. Não entendi bem o porquê daquele movimento, olhei com mais atenção, alguns fleches de câmera fotográfica piscaram. Devem ser turistas. Voltei-me para frente e resolvi dar uma olhada no celular. Não que eu me interessasse muito em quem poderia me ligar. Quem eu queria estar, já estava comigo, Peter.

2 Novas Mensagens: Nina

1ª  “Hey Myn! Espero que tenha muito energia ainda, porque temos uma festa para ir! Haha É uma boate aqui na cidade. Você vai estar livre? Me responde assim que puder, para eu sair da casa do Bane mais cedo e ir encontrar com você. Honi :*

2ª “ Haha, ps: aposto que você está com ele!

Eu dei uma risadinha. Ela é esperta.

Quanto a festa… Não sei oque vai acontecer depois daqui… Resolvi não responder. Guardei o celular na bolsa. Passou-se não mais que dois minutos e Peter apareceu na porta do carro, segurando dois pacotes de papel vermelho em uma das mãos e dois refrigerantes na outra, inclinei para a esquerda e abri a porta, ele entrou.

- Hamburguer com fritas e Coca – estendeu a mão oferecendo-me os dois pacotes de hambúrguer.

 

 

 

 Peter se aproximou do hotel e desligou o motor. O chapéu cobria os olhos e em sua boca havia uma sugestão de sorriso. Peter pegou em minha mão, deslizou seu dedão desenhando círculos. Virei-me um pouco para o lado, de modo que pudesse vê-lo de um angulo melhor. Olhei em seu rosto a meia luz.

- Você é linda – disse em um sussurro claro.

 Meu biquíni estava molhado por baixo da regata branca úmida. Meus cabelos cheios de areia. Aos menos os cachos estavam no lugar. Eu acho. Como ele poderia dizer uma coisa dessas, estando eu nessas condições?

Ele percebera minha analise – você é linda e está linda agora. Mesmo cheia de areia – ele deu um sorriso torto.

- Você é inacreditável! – dei-lhe um breve selinho e recostei minha cabeça em seu ombro.

- Você que me faz ser assim – Seus dedos entrelaçaram-se nos meus. Esse ato fez meu coração acelerar um pouquinho. Uma sensação maravilhosa. Isto na verdade estava acontecendo com muita frequência, meu coração se descontrolar quando eu estava ao seu lado. Eu não entendia ao certo oque eu sentia, mas para que entender mesmo? Estava sendo tão bom! Ergui meu rosto para que Peter pudesse ver meu sorriso, ele me retribuiu com seu sorriso de covinhas. Soltei uma risadinha.

- Oque foi? – disse.

- Você sabe o efeito que causa nas pessoas com esse sorriso? É injusto. – disse em um falsete de indguinação.

Peter deu um risinho, apertando os olhos meia-lua em fendas e exibindo seus dentes brancos. De repente ficou um pouco mais sério.

– Você sabe o efeito que você causa em mim? – disse erguendo meu queixo com os dedos para olhar em meus olhos. Sem esperar resposta ele disse – Estou aqui agora com você e poderia permanecer por horas, toda a noite ou a semana. Não sinto vontade de ir embora, quando estou com você é só isso que desejo, estar com você. Esqueço tudo, e você é só oque importa. E quando cada encontro nosso chega ao fim fico ansioso para o próximo. Você sempre faz isso? Cativar as pessoas, tornando-as dependentes de você? É oque aconteceu comigo. – seus olhos sondavam os meus intensamente.

Por um minuto as palavras sumiram de minha boca, senti-me tonta. Não de uma forma ruim, mas leve como se estivesse girando lentamente em um carrossel. Meu coração fora acariciado por suas palavras. Fitei o volante por alguns segundos, pensando em como dizer oque estava prestes a dizer. Olhei em seu rosto, seu olhar buscando uma resposta. Desviei meus olhos para seu peito, devagar ergui minha mão direita e toquei-o. Seu coração bombeava acelerado. Senti um prazer enorme ao sentir seu coração, sorri levemente e peguei a mão direita dele e levei-a ao meu peito. Erguendo o olhar encontrei seus olhos. Sorrimos sentindo o pulsar de nossos corações, quase audível. Uma canção. E ao ver seu sorriso meu coração parou abruptamente e enlouqueceu mais acelerado. Rimos baixinho.

- Preciso lhe dizer? Você pode sentir. É isso que acontece quando estou com você Peter.

Sustentando meu olhar, aproximou-se lentamente, até nossas testas colarem. Permanecemos assim, fitando-nos nos olhos, até seus lábios tocarem os meus. Seus beijos embriagaram-me; sob minhas pálpebras via-me dançando com as nuvens, deslizando pelo céu azul havaiano. Era desorientadora, a sensação de êxtase a satisfação que senti. Nossos lábios dançando em sincronia suave, ambas as mãos em nossos peitos e nossa canção a pulsar. Muito revelador. Uma declaração muda no som e gritante em intensidade.

 Perdi a noção dos segundos ou minutos. Depois do que pareceu uma eternidade, nossos lábios se afastaram com selinhos. A mão de Peter deslizou de meu peito para minhas costas, ele puxou-me para mais perto, aconcheguei-me em seu peito. Grandiosa foi a sensação de segurança e proteção que eu senti.

Oh, her eyes, her eyes make the stars look like they’re not shining.

Her hair, her hair falls perfectly without her trying.

She’s so beautiful and I tell her every day…”  Peter cantou baixinho e lentamente.

 Com um espasmo de choque e incompreensão arregalei os olhos. Peter devia estar incorporando a interpretação no mesmo tom que o cantor. Porque não era possível! Ergui o rosto e fitei-o confusa. Sua expressão de insegurança voltou. A mesma expressão que ele fez no carro a caminho de Wakea Kane poucas horas atrás. “Gostaria de assistir um show seu” - eu disse. Ele é músico… Impossível! Pensei repentinamente atordoada. Agora eu olhava além da janela sem ver. Sentindo o peso do olhar dele em mim, Peter fitava-me apreensivo, esperando uma reação.  Voltei a olhar em seu rosto, depois de alguns segundos rastados, sussurrei: “Bruno?”. “Bruno” – repeti mais para mim mesma.

 Ele fez que sim com a cabeça. Não sorria, seus olhos cheios de expectativas. Abri a boca para falar mas som algum saiu por entre meus lábios, então fechei-a novamente. Pisquei os olhos e balancei de leve a cabeça para os lados tentando reorganizar os pensamentos.

Senti uma mescla de traição e incredulidade apertar meu peito. Afundando-me no banco do carro. Eu o conheci como Peter. Como descubro que ele é outra pessoa?! Uma secura súbita em minha boca, a respiração ficou irregular. Não sabia oque dizer, oque pensar. Primeiramente não sabia nem como entender aquela situação!

- Eu… – comecei, sem ousar encara-lo. Limpei a garganta, tentando encontrar alguma instabilidade em minha voz – eu não sei oque… pensar. – minha voz falhou. Franzi o cenho mais do que confusa.

- Me descul…

- Psiu. – interrompi-o. – Não se desculpe. Não tem por que. – Minha voz agora mais estável, eu ainda não tive coragem de olhar seu rosto.

- Pete… er… Bruno… Eu… Amanhã… – Eu disse incoerente. Fiz menção de abrir a porta e sair, sumir dali, mas Bruno ainda segurava minha mão.

- Jasmin… – olhei para ele atordoada. Seus olhos eram suplicantes. Senti meu peito apertar mais, sufocando-me. Desviei o olhar para meus joelhos e olhei da porta para Bruno e dele para a porta de novo. Então ele soltou minha mão. Não antes de beija-la. Não pude reprimir um sorriso, muito menos de me coração palpitar no peito ao toque de seus lábios quentes. Pois ele ainda era o Peter não era? O moreno perfeito.

Vislumbrei mais uma vez seu rosto e desci do carro. Foi preciso três tentativas para eu conseguir fechar a porta. Fiquei parada na calçada vendo o Gênesis vermelho-vivo dar a partida e desaparecer de vista.

 *Continua!

E ai? Oque acharam? Comente na ask! Mahalo por ler!

 Yasmine Hernandez~*

My Peter, my Bruno, my lovely one. *-*

Visite minha lovestory com o nosso Bru; How do you say i love you ?

E essa história que vem me enlouquecendo a cada capítulo! Acho que gostei do 12° tanto quando você, é td mt perfeito, sempre; você já sabe :3

Ah! *u*  Eu fico feliz pra cacete que você esteja enlouquecendo ao ler minha modesta fic! :D rs’ Mahalo E Ku’u Aloha! (obrigado meu amor’) ^^ Honi :*

Capítulo 12

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 Descemos do carro, caminhamos lado a lado por uma trilha de pedras até a entrada do resort. De cara uma varanda toda revestida de madeira caramelo, as portas de vidro e molduras também de madeira. Localizado em uma área particular. Especialmente para turistas, pois havia algumas lojas de artigos esportivos, para escaladas e caminhadas na floresta, a qual está a toda a volta. O clima estava muito quente, ouviam-se os pássaros cantando e algo raro no Brasil; uma grande quantidade de borboletas. De todas as cores e tamanhos, elas dançavam em círculos ao redor das flores, na orla da floresta.

Sorri para Peter quando ele parou, abriu a porta e sorriu para mim. Sua gentileza ainda me surpreende.  “Aloha!” Uma moça morena nos saldou e presenteou com colares de flores. Peter dirigiu-se direto para o balcão, segui-o. O interior era claro, iluminado principalmente pela luz dourada do sol que entrava pelas inúmeras janelas e portas de varandas.

- Aloha! Em que posso ajuda-los? Já têm reservas? – Disse a recepcionista com um enorme sorriso no rosto.

- Bom dia! Na verdade gostaria apenas de usar o estacionamento.

- Documentos, por favor. – Peter meteu a mão no bolso e pegou a carteira. Após entregar as chaves ao manobrista e acertar o contrato de estacionamento seguimos a trilha de cascalhos. À esquerda o restaurante do resort, uma loja de artigos esportivos, roupas de banho e conveniências, lado a lado. Uns metros a diante uma pequena ponte sobre o riacho do qual o seu farfalhar era audível mesmo distante. Entramos na segunda loja, aparentemente pequena, com vitrines exibindo manequins com maiôs e biquínis.

- Vamos comprar algumas coisas para o nosso passeio. – Informou Peter sorrindo ao fechar a porta atrás de si, me alcançando no hall da loja.

- Aloha! Fiquem a vontade se precisar de ajuda pode chamar, ok? - Uma vendedora super simpática nos recebeu.

 

~——————-~———————~

 

- Oque acha deste?  - Abri a cortina do provador, exibindo meu corpo seminu em um biquíni vermelho estampado.

Peter examinou-me de cima a baixo com os olhos cheios de malicia. Ergueu as sobrancelhas, esticou os lábios em um sorriso de covinhas.

Esperei com expectativa.

- Hmmm, ono. – Abriu seu sorriso perfeito exibindo seus dentes impecáveis. (Ono – Deliciosa) – Dá uma voltinha? Seus olhos se apertaram e seu olhar penetrava-me como se pudesse ver através de mim.

Dei a voltinha. Ao completar o circulo em volta de mim mesma Peter estava a minha frente. Fitei seus olhos com intensidade, tão profundos, me perdi em sua cor castanha. Senti suas mãos macias e quentes tocarem minha cintura, ele me beijou fogosamente. Tateei até agarrar as cortinas do provador, fechei-as e puxei-o para dentro. Peter me pôs contra o espelho na parede oposta, ele apertava minhas coxas pressionando-me contra si. Que beijo delicioso, doce e ardente. Excitante! Senti meu corpo pegar fogo, apertei os dedos em suas costas puxando-o para mais perto.

- A vendedora… a ven…dedora pode aparecer… – Eu disse entre beijos com a voz risonha de empolgação. Peter fingiu que não me ouviu e pegou-me no colo, com as costas coladas no espelho enlacei seu pescoço saboreando seu beijo. Desci as mãos e explorei seu corpo por debaixo de sua blusa. Oh meu Deus! Que corpo gostoso! Então senti um volume embaixo de mim, abaixo do zíper de Peter. Estávamos muito excitados e eu não me garantia que conseguiria me controlar. O beijo suavizou, tornando-se mais carinhoso, quebrei-o delicadamente. Peter sorriu e pôs-me no chão, retribui seu sorriso e apertei sua bunda.

- Então o biquíni está aprovado?

Ele mordeu o lábio inferior. – Aperta de novo que eu te digo. – Deu um sorriso de covinhas que de inocente não tinha nada. Eu dei uma gargalhada e um tapinha em seu ombro. Peter deu alguns passos atrás voltando para onde estava, porém tropeçou em minhas sandálias e desabou sentado no sofá de espera. Nós gargalhamos.

- Tá vendo oque você faz comigo? Eu ri.

 

~——————-~———————~

 

- Vou levar esse. – Eu disse a moça do caixa.

- Esses aqui também. – Disse Peter. Olhei para ele com cara de interrogação.

- Você ficou linda com todos eles. Seria uma pena não leva-los.

- Peter… Parei de falar, já estava resolvido. Ele comprara cinco pares de biquínis para mim, dois shorts jeans e um chapéu que ele mesmo escolheu. Para combinarmos ele disse.  Vestindo agora ‘o biquíni aprovado’ vermelho, meu short jeans claro rasgado, estávamos mesmo combinando. Peter vestia uma blusa de botões aloha na cor purpura, uma camiseta branca por baixo e bermuda cor caqui. Seu costumeiro chapéu Fedora e sandálias.

Saímos da loja apenas com oque chegamos, eu carregava minha bolsa de praia, só que agora eu havia substituído o vestido pelo short e biquíni com uma regata branca por cima. Peter levava uma pequena mochila preta abastecida com garrafas d’água e sucos, protetor solar… etc… Em direção a pequena ponte nos afastamos das lojas e adentramos na floresta.

- Você sabe onde está indo? Peter sorriu. – Claro! Confie em mim. – Sorri também e continuei andando. Ele me deu a mão e segurou meu cotovelo auxiliando-me quando o caminho se tornava pedregoso demais ou quando passávamos por raízes. Caminhamos devagar apreciando o clima fresco agora entre as árvores de copas altíssimas as quais tampavam o sol. Seguimos uma trilha curta que deu em uma ponte. Diferente da outra esta era muito alta e longa. Peter agarrou minha mão com força.

- Tenho medo de altura. – Falou baixinho. Eu ri e olhei para baixo. – Oh! – A altura era enorme. Lá embaixo um riacho corria em águas rápidas em meio a enormes pedras cinzentas. – Nossa, como é alto! Qual é o nome desse lugar?

- Este é o rio Wakea Kane. A cachoeira para onde vamos desagua aqui.

- Não são dois dos deuses havaianos?

- São sim. – Ele sorriu. – Mas como é que você sabe tanto sobre o Hawai’i?

Eu sorri. – Sempre assisti a muitos filmes teens, desde muito pequena. Aqueles que se resumem em viajem e aventuras nas férias, amor de verão. Sabe? – Ele fez que sim, sorrindo. – Aquelas cenas de praia me encantavam, ficaram gravadas na minha cabeça. Na escola também tive uma excelente professora de Geografia que me ensinou muito bem a cultura oriental, eu achava as aulas muito interessantes.  Pesquisando encontrei o Hawai’i, aprendi sobre estilo de música, cantores famosos, culinária, vocabulário, os nomes das ilhas, os vulcões, economia e história. Bom, fui a fundo, cheguei a considerar a ideia de me mudar para cá. Uma vida tranquila com o paraíso que é o Hawai’i a toda a volta, seria uma vida perfeita.

 Ele sorriu. – E oque você mais gosta no Hawai’i?

- Hmm, pergunta difícil. Mas oque mais me encanta, é o clima. Aqui parece ser tudo festa, e o sol sempre brilhando, aqui é muito alegre. A energia daqui me arrebata! E a dança hula também.

 Ele colheu um Hibisco amarelo pelo caminho, prendeu-a em minha orelha e beijou minha testa. – Você sabe dançar?

- Eer, não.

- Um dia desses te levarei a um luau, para eu te mostrar como se dança hula. – Ele piscou para mim.

- Ah metido.

Ele ri, abraçou-me pala cintura e rodou- me  eu soltei um gritinho risonho. Ele adorava pegar-me no colo, eu adorava quando ele fazia isso. Ele pousou-me no chão agora gramado, e pôs-se a fazer passos femininos de hula. Um sorriso sugestivo e palhaço estampado no rosto. Eu não conseguia parar de rir e ele ria de mim.

 

Estava muito calor agora, pois já andávamos á no mínimo uns 20 minutos. Peter abriu a mochila e ofereceu-me uma garrafa d’água e uma toalha branca. Continuamos a caminhada. Encontramos com variadas espécies de flores, Peter me apontou algumas árvores em especial e dizendo-me os símbolos e oque representavam para as crenças havaianas.

- Pikake, este pássaro tem o seu nome. – Apontou a linda ave que pousara em um ramo a nossa frente.

- Como?

- Pikake é Jasmin em havaiano. Ele tem esse nome pela coloração de suas penas, semelhantes à cor da flor Jasmin. – Ele sorriu.

- Ah, essa eu não sabia! Fabuloso!

- É… – Ele disse contemplativo, olhando o Pikake tomar voo novamente.

Tivemos uns vislumbres da cachoeira e já se podia ouvir o chiado das águas. Apertamos o passo.

- Está ouvindo? – Peter disse empolgado.

- Ahan! Vamos! – Peguei sua mão e andamos mais rápido.

Enfim adentramos em uma clareira, o chão gramado verde-vivo, mais a frente enormes pedras marrons e cinzentas. Ao redor da clareira um vasto jardim de flores coloridas, inclusive uma variedade de hibiscos. E como antes eu vira na orla da floresta, ao nosso redor inúmeras borboletas, amarelas em maioria dançavam em círculos graciosamente acima das flores.

- Meu Deus! Peter, esse lugar é maravilhoso! – Fui em direção às flores, tocando-as, admirada vendo os pássaros e as borboletas, tudo era tão verde. E a luz dourada do sol fulgia acima de nós, fazendo tudo resplandecer. Senti Peter se aproximar, olhei para trás, ele sorria.

- É maravilhoso, só não é mais que você. Sei que pareço piegas dizendo isso, mas é a verdade.

Olhei em seus olhos sem saber oque dizer, eu sentia o mesmo por ele… – Peter… – Beijei seus lábios suavemente, sorrindo.

-Vem aqui… – Ele pegou em minha mão e me levou a frente, para o penhasco. Olhamos as águas verdes cristalinas lá embaixo. Trocamos um olhar cheio de significado.

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Demos um passo atrás, nossas coisas estavam encima de uma pedra logo ali perto. Despi o short e a blusa, tirei o chapéu e coloquei junto com as roupas dobradas. Peter por sua vez parou de desabotoar a camisa na metade, ficou me olhando. Ergui as sobrancelhas sorrindo. Ele é tão fofo! Ele tirou a camisa, seus braços expostos novamente, como naquela vez na praia, a camiseta branca marcava seu peitoral alto. Então ele a tirou também. Por uns segundos fiquei sem ar. Sua pele era sedutora, morena, sua barriga não era tanquinho, os músculos eram definidos naturais, seu peitoral musculoso os ombros largos e braços fortes. Pisquei tentando reorganizar os pensamentos. Se ele percebeu não demonstrou.

- Me dê suas roupas. – Entreguei-as a ele, dobrou as suas também e colocou em sua mochila. – Ah, o chapéu! – Ele riu, eu ri também. Ele usava tanto que realmente acho que o chapéu fazia parte de seu corpo. Peter o tirou, deixando a mostra… Seus cachinhos. O seu cabelo tinha o corte mais baixo nas laterais e no alto – o seu usual topete de Elvis – agora exibia cachos muito fofos e mais fofo ainda ele ficou quando se virou para mim sorrindo, as covinhas a mostra. Isso me enlouquece nele! Em suas mãos uma corda cumprida em uma das pontas a minha bolsa e a mochila amarradas. Ele se aproximou da beirada e deslizou a corda, pousando nossas coisas lá embaixo.

- Quem pula primeiro? – Gesticulei para o precipício.

- Saltaremos juntos.

- Ok… – inspirei fundo.

- Nervosa?

- Um pouco. Peter pegou em minha mão, demos um passo à frente. Olhei a frente, ao longe, grandes montanhas verdes, imaginei que seriam as que eu vi de cima da sacada do hotel. Sentindo a mão de Peter na minha, inspirei novamente sentindo sua presença, agora mais corajosa.

- Pronta?

- Pronta! – Disse com a voz firme.

- Nos dois nós pulamos.

Rindo perguntei: Porque dois? Ah deixa pra lá! No dois. - Ele riu.

- Conte comigo… - Fiz que sim com a cabeça.

- UM… DOOOOIS!!

Erguemos os braços como se fossemos mergulhar. Gritamos ao cair pelo espaço aberto como um meteoro. Sua mão se perdeu da minha. Girei em espiral como um foguete atingindo a Terra. Rompi a superfície da água triunfante. A água era fresca e ondulava dando uma sensação gostosa pelo corpo. Olhei em volta procurando por Peter, ele me abraçou por trás, surpreendendo-me. Gargalhamos em efeito a adrenalina, felizes. Beijamo-nos. Passamos horas nadando, saltando de pedras. Deitados em uma relva, nos beijamos, conversamos, nos beijamos muito e mais um pouco.

- Quero te mostrar uma coisa. – Sussurrou Peter em meu ouvido. Ele estava deitado ao eu lado meio por cima de mim, acariciando minha bochecha. Minhas mãos pousadas em sua barriga.

- Oque? – Perguntei com interesse.

- Você vai ver. É perto daqui. Temos que ir agora se não quisermos perder.

- Tá… Vamos.

Ele sorriu. – Pode confiar. Você vai gostar.

- Eu confio. Só estou curiosa. Você gosta de suspense. – Ele riu. Pegamos nossas coisas, vesti o short e Peter vestiu a camiseta. Subimos pela colina e seguimos uma trilha que se tornou mais ampla conforme andávamos. Vi uma claridade mais a frente.

- Feche os olhos, vou guia-la. – Peter tapou meus olhos com uma das mãos, a outra em meu quadril guiando-me. Demos alguns passos, senti areia em meus pés.

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- Olhe… – Disse ele baixinho tirando a mão de meus olhos, abri-os e pisquei como se oque eu via a minha frente fosse uma miragem e desapareceria ao piscar de olhos. Mas não, ainda estava lá. O sol luzia suavemente, no céu nuvens do tipo Cirrostratus. Parecidas com véu transparente coloridas de um tom forte de pêssego clareando até o branco em camadas. No horizonte o sol começava a se pôr. A areia muito clara e visivelmente fina. Ondas quebravam preguiçosamente no extenso mar a nossa frente. Senti meu coração inflar. Novamente me emocionando com aquele paraíso. Eu não imaginava como poderia ser mais perfeito.

Voltei o olhar para Peter ao meu lado, ele sorria encantado me observando. Ele realmente sabe fazer boas surpresas. Ele não disse nada. Pegou em minha mão e caminhamos pela areia, sentamos a beira-mar. Envolveu-me em seus braços e puxou-me para junto de si.  Ali ficamos, sentindo a presença um do outro, apreciando o cenário e nossas línguas até o sol se esconder. Ao crepúsculo começamos nosso regresso, aproveitando a claridade para passar pela mata. Peter pegou um atalho e ajudou-me quando escureceu, a não tropeçar nas pedras e raízes. O atalho deu nas proximidades do Resort. Peter pegou o carro, e pegamos a estrada.

- Vamos parar pra comprar alguma coisa pra comer. – Informou ele…



* Continua, este capitulo já esta longo demais…  hihi ^^

Yasmine Hernnadez~*

Capítulo 11

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“Cause even the stars they burn!

Some even fall to the earth! …”   Levei as mãos ao rosto desci pelos cabelos molhados, fechei o registro do chuveiro. “We’ve got a lot to learn!” Cantando a plenos pulmões “I Won’t Give Up, Jason Mraz” .

Penteei o cabelo deixando-o secar naturalmente, solto, caindo sobre meu vestido de alças e tecido fino branco com estampas de rosas vermelhas vintage.

- Aloha kakahiaka!

- Serviço de quarto?

- Sim, pois não?

Tomei meu café da manhã na sacada, comtemplando o oceano pacífico de um azul-piscina dançar com os ventos matinais. Banhava-me a dourada luz do sol, ainda tímido ás 8h30min am. Inspirei o ar quente aproximando-me do parapeito, debrucei-me. Olhei ao longe, ao sul montanhas tropicais, sombras verdes nos bastidores comtemplando imponente a cidade abaixo. Do alto vi as ruas, avenidas e mais distante estradas longas serpenteadas por palmeiras. Cruzamentos, dando na rua em frente ao Aston Waikiki Beach Hotel, segui pela calçada… (!)

Um Hyundai Gênesis vermelho-vivo estacionado do outro lado da rua!

Meu coração capotou em minha caixa torácica. Comecei a varrer a rua com o olhar procurando por ele. Percebi que minhas mãos seguravam com mais força que o necessário as barras de ferro. Não havia ninguém encostado no carro. Nem próximo. Debrucei-me um pouco mais, tentando enxergar a escadaria do hotel. Nada. Turistas iam e viam, usando camisas aloha e chapéus de variados estilos. Mas eu o reconheceria. Recuei um pouco o peso do corpo e olhei de novo para o carro vermelho. Aos poucos o vidro fumê desceu, a janela se abriu. Peter olhava para cima, para mim. Ele tirou os óculos e sorriu. Meu coração bateu mais forte. Mesmo dali de cima tinha esse efeito sobre mim. Fiquei tonta e dei um passo atrás, temendo despencar lá embaixo. Fitamo-nos alguns segundos. Sorri e sai dali, peguei minha bolça e desci.

 A porta do Gênesis abriu, Peter encostou lateral do carro esperando minha aproximação, eu descia a escadaria de pedras do hotel.

- Hey, Peter! Aloha kakahiaka!

Ele sorriu, seus olhos meia-lua.

- Hmm, fala isso de novo?  Pegou em minhas mãos, nossos corpos levemente encostados.

- Aloha kakahiaka? Ele mirou em meus lábios enquanto eu repetia.

- Mas… Que… Coisa… Deliciosa… Disse entre selinhos.

Meu coração sentiu cócegas.

 Peter segurou minha mão e acompanhou-me á porta do passageiro. Pôs-me contra o carro e disse:  “Me promete uma coisa?”  Seu olhar era calmo e profundo.  “Sim, oque?” Disse curiosa. “Nunca mais se debruce daquele jeito em cima de uma sacada de 60 metros de altura.” Ergui as sobrancelhas e sorri envergonhada. “Nem é tão alto assim.” Dei de ombros. Ele apertou os olhos em fendas, um sorriso torto nos lábios.  “Tá, prometo.” “ Melhor assim.” Ele abriu seu sorriso perfeito. Abriu a porta para mim, entrei e observei-o dar a volta pela frente.

 Peter ligou o carro e fez a curva na esquina, percorremos a estrada no litoral. A praia passando por nós em alta velocidade.

- Quais praias você já conheceu?

- Ah Peter,! agora você me pegou. – Ele olhava de relance para mim e para a estrada - Kane, Ala Moana, Mahina… Aquela perto do Mau Umae Nature Park…

- Você realmente precisa de um guia. Um sorriso leve esticou seus lábios.

- Hm, ok guia. Aonde vai me levar hoje?

Ele virou para mim ainda sorrindo levemente, uma carinha sapeca. - Surpresa.  Disse apenas, em tom enigmático. E virou para frente.

- Ah surpresa? – Disse decepcionada.

- Hum rum.

- É uma praia?

- Hm, não vou contar.

-Nem uma pistazinha? - Insisti.

- Nem uma pistazinha. – Ele deu uma risadinha. Com certeza estava se divertindo com aquilo.

- Ok, vou ficar ansiosa a viajem toda.

- Não vai, não.  Hoje você tem que se divertir. Vamos ouvir uma música? Ele esticou o braço e ligou o som no painel.

“Now all my super ladies

I got my baby, if you got your baby, baby

Move your body, move your body

Dance for your papi

Rock your body, rock your body,

Dance for your papi

Put your hands up in the air

Dance for your man if you care

Put your hands up in the air, air, air, ohohohohoh!”

Entreolhamo-nos, ele sorriu, não pude resistir, retribuindo seu sorriso comecei a cantar. Mal ouvindo minha própria voz. Percorremos estradas serpenteadas por palmeiras imensas, o sol mais forte, fulgia no céu azul perfeito. Peter tamborilava no volante sorrindo e cantando baixinho, eu só via o movimentos de seus lábios.

 Passado uns 25 minutos eu abaixei um pouco o volume do som, deixando como fundo sonoro. Peguei encima do painel uma fotografia com aspecto antigo e desgastado que me chamou a atenção. Uma criança caracterizada de Elvis Presley com microfone na mão, em uma pose estranha, provavelmente dançando. Os olhos meia-lua, puxadinhos. O topete e a cor da pele…  Sorri admirando a foto em minhas mãos.

- Quantos anos você tinha aqui?

- Você achou isso ai é? – Ele sorriu - Seis anos. Eu costumava fazer covers do Elvis na infância.

- Ah, muito fofo Peter. Que bochechões.

- Haha, obrigado!

- Então desde pequeno você canta…

- É, minha família toda trabalha com música. Quando o lance do Elvis acabou eu passei a cantar em hotéis daqui com minha família.

- Eu gostaria de assistir um show seu. – Sorri.

Peter retribuiu o sorriso, lábios fechados, as covinhas fofas nas bochechas, aquele ar de menino outra vez. Porém com certo ar evasivo, ele desviou o olhar para a estrada, e depois voltou a olhar para mim com a expressão de insegurança. O que não entendi. Então ele disse: - Você verá.

Sorri e voltei a mirar a fotografia, pousei as mãos no colo e observei a estrada passar por nós. O litoral por todos os lados, vegetação tropical. Uma placa verde escuro com letras brancas anunciando “Welcome to Oahu” fez-me pular no banco, bati a cabeça com tudo no teto do carro.

- Au! – Gemi subitamente tonta.

- Oque foi? Você tá bem? – Seu tom era urgente.

Massageando o cocuruto soltei uma risada.

- Oque foi? – Percebi o quanto gostava de como ele pergunta isso.

- Vamos a Oahu? – Meus olhos cintilavam de animação. Peter deu um risinho e fez que sim.

- Peter! – Eu estava maravilhada.

Oahu ou O’ahu em havaiano é uma das ilhas do arquipélago do Hawaii. A ilha é totalmente ocupada pelo condado de Honolulu, onde se localiza a capital e maior cidade do Hawaii, que fica ao sul da ilha. A região é conhecida como North Shore, onde se encontra as principais praias do arquipélago, entre elas a praia Pipeline e a Baía de Waimea, dois dos pontos mais procurados pelos amantes do surf para viverem fortes emoções.

- Sabia que ia gostar. Ele deu seu sorriso torto perfeito.

Seguimos mais alguns quilômetros antes de entrar em uma trilha. Peter estacionou em frente a um resort “ Paradise Oahu”.

Yasmine Hernandez ~*


- Estou ansiosa para postar o próximo capitulo! OMG, eu gosto dele, já esta pronto a tanto tempo, só vou passar a limpo.
Capitulo 10

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 Final de tarde, para oeste havia uma claridade rubi.

Ao longe turistas em iates navegavam pela superfície do oceano.

Eu estava sentada em um cais na extremidade da praia, observando o por do sol.

“Ah la la la la la la life is wonderful! Ah la la la la la la life goes full circle!”

(Ah la la la la la la a vida é maravilhosa! Ah la la la la la la a vida é um circulo completo!)

Eu cantarolava baixinho, ouvindo meu mp4. Sempre gostei de músicas de voz e violão, o tipo de música perfeita para passar um final de tarde.

 Josh de repente apareceu ao meu lado.

- Aloha!

- Ei, Aloha! Tudo bem? – Virei vendo-o com manchas verdes, causadas pala claridade do sol no interior de minhas pálpebras.

- Beleza! – Ele sorriu. O que tá fazendo aqui sozinha?

Na verdade, eu mal percebi que estava só, ou sem companhia. Costumo e gosto de ficar comigo mesma e meus pensamentos contemplando a natureza. Meus amigos dizem que eu me adaptaria muito bem com a vida hippie.

- Dando uma de fotografa. Sorri erguendo a câmera de meu colo.

- Ah, posso ver?

- Hm, claro! Entreguei a ele a câmera.

 Josh elogiou as fotos, que nada tinham a ver com meu talento. Impossível não ficarem perfeitas as fotos tiradas nesse lugar tão perfeito.

 Pôs-se o sol e eu caminhava na pela areia ao lado de Josh.

Nina me ligara, convidou-me para ir a um luau na casa de um amigo. Na Safety Bay Rd, não sabia ao certo onde era, mas tinha ideia que era perto da praia Kane. Josh havia comentado minutos antes.

Estávamos a caminho do hotel.

- Até mais. – Dei um tchauzinho antes de atravessar a rua em frente à escadaria do Aston.  Josh sorriu, acenou e voltou a guardar ambas as mãos no bolço de sua bermuda de surfista. Confesso que o prejulguei mal. Na verdade ele é muito divertido. Como eu, é apaixonado pela vida praiana.

 Subi as escadas, passei pelo salão de recepção.

-- Boa noite Jasmin! – Ashley cumprimentou-me em inglês quando passei por ela.

- Hey Ashley! Boa noite! – Respondi com excelente bom humor. Meu dia até agora tinha sido perfeito. Eu estava no Hawaii,  havia conhecido praias maravilhosas, descansado em programas tranquilos. Conheci pessoas encantadoras como; Mary, Bane, Josh, Silvia e John os amigos de Nina. E Peter, o moreno que me deixa inacreditavelmente enlevada. Recapitulei nossos encontros, no bar, na praia horas depois, o jantar no Kanaloa, e o sorvete hoje de manhã. Ele se atrasou duas horas para o ensaio profissional por minha causa. O tal Phil ligou insistentemente e ele da mesma maneira ignorou a ligação. Para ficar comigo!  E pensando em nossas conversas, a disputa por pedras coloridas na praia Mahina, há muito eu não divertia assim. Estranho como me sinto tão à vontade ao seu lado. Não entrava em minha cabeça como criamos um nível de intimidade tão rápido. Nosso beijo intenso demais para quem se conhece há poucos dias. É melhor se eu não entender. Conclui. Lutando contra os devaneios que me levavam instintivamente a ele.

~ALOHA! ~

  Lia-se no alto de um portal imenso de madeira cor de areia. A casa de praia do amigo de Nina era enorme, a entrada exibia um jardim impecável, decorado com tochas e archotes em fileiras guiando aos fundos da casa. O grupo formado por Nina, Bane, Josh, Silvia ,John e por mim, os amigos, adentrou na festa, desviando de pessoas, cumprimentando outras. Como de costume a decoração era em torno de um circulo, como um palco para apresentações de dança. Ao lado um grupo musical devidamente vestido tocava tambores em volume moderado. Sentamos a uma mesa perto do ‘palco’, as pessoas chegando em grupos e se espalhado. Os garçons já passeavam servindo bebidas e petiscos, a música agora cada vez mais alta.

- Iae Nina! – Um cara vestindo uma blusa aloha verde bandeira chegou estendendo a mão.

- Blz cara?

- Beleza… – Continuaram a conversar alegremente. Josh falou ao meu ouvido:

- Quer dançar? – Tive um leve sobressalto e soltei uma risadinha.

- Hmm, pode ser!

Uma música que eu nunca ouvira antes tocava muito alto, a festa estava a todo vapor, gente dançando para todo o lado. Josh circulava ao meu redor, dançava bem até. Quer dizer… muito bem! Seu quadril remexia de uma maneira solta. O tempo todo com os olhos em mim. Devo admitir que ele é sim, muito lindo. Mas apesar de seus esforços durante a noite não consegui sentir-me atraída por ele. Dancei, bebi, tirei fotografias… E fui chamada para dançar no palco!!

 No auge da festa a banda costuma chamar os convidados para dançarem o Hula ao lado das dançarinas. O dono da festa já estava lá, se acabando.  Eu dançava com Josh e uns convidados com quem fizemos amizade no meio da pista. De repente: “Jasmin!! Jasmin Duarte! Cadê você?” Eu girei nos calcanhares. “Nina!” Soltei uma exclamação muda. Um dos dançarinos, desprovido de camisa falava ao microfone procurando por mim. Nina dançava ao seu lado, acenou para mim, me chamando para subir no palco. “É você Jasmin.” Josh disse ao meu ouvido. Olhei pra cara dele exasperada. “Mas eu não sei dançar hula!” Ele riu. “Eles te ensinam, vai lá.” Piscou pra mim. Voltei a olhar em direção a Nina, animadinha lá encima. Se é pra dançar, vamos lá… aarh, mas eu não sei dançar hula! Subi com a ajuda do dançarino moreno com o peitoral musculoso nu. Hula não deveria ser tão difícil, afinal para quem fez aulas de salsa, tango e lambada… Hula sempre esteve na lista, mas parece que é raro aulas dessa dança no Brasil. Ao final, fiz algo parecido com os passos de Hula. Renderam-me grandes gargalhadas, Josh imitando-nos lá embaixo.  

 - Aloha ahiahi! Hahaha Tchau! – dei um tapinha no vento acenando para o pessoal, na esquina do hotel.

- Boa noite Nina. – Demos beijinhos nas bochechas e cada uma foi para sua suíte.

 Sentindo-me leve e extremamente feliz, tomei uma ducha e após alguns minutos observando a cidade da minha sacada, fui dormir.

Yasmine Hernandez ~*

Capítulo 9

 Tomei meu café da manhã em companhia de Nina. Ocupamos a maior parte da conversa falando de Bane e suas loucuras ao lado dela. Sinceramente os dois combinam. Bane a levara para dar uma volta de Jet Ski Rush, eles apostaram corrida como loucos.

- A’ ole pilikia. (Sem problema) Eu disse quando Nina desculpou-se por não poder passar o dia comigo, teria o dia cheio no trabalho hoje.

 Fui tomar uma ducha gelada, o dia realmente estava muito quente, a sensação térmica com certeza muito mais alta do que no Rio de Janeiro. Aonde eu iria? Oque eu faria? Talvez um passeio pelos pontos turísticos, shopping, praia… Peter. Mordi o lábio inferior, vendo seu rosto em minhas lembranças. Ain, que beijo! Desejei vê-lo, distraída lembrando-me da noite passada escorreguei no tapete ao sair do boxe. Sai do banho  enrolada em toalhas, abri o guarda roupa. Escolhi um short jeans boyfriend, camiseta branca customizada, grafitada com o nome de uma de minhas bandas favoritas “Sex Pistols”, uma imitação da blusa da Joan Jett, uma das minhas cantoras preferidas.

O sinal de alerta de nova mensagem do meu celular tocou em algum lugar do quarto. Olhei em volta procurando avistar o aparelho, sem encontrar deixei pra lá. Vesti o short e a camiseta. O alerta tocou de novo. Aar! Levantei da cama – eu procurava meu All Star embaixo dela – e fui procurar o celular. Sinceramente, acho que estou mudando de ideia em relação a não conseguir viver sem tecnologia. Esse troço fica tocando, perturbando! Mas onde é que está? Fucei nas gavetas da mesa-de-cabeceira, embaixo dos lençóis, e finamente encontrei-o do outro lado do quarto. Nossa como é que veio parar aqui? Eu ri, lembrando-me de também ter deixado a porta aberta durante a madrugada, eu devia estar muito aérea.

 Meu coração bateu forte quando apertei qualquer tecla do celular e vi quem me enviara a mensagem. Na tela do aparelho li : “ 2 Novas Mensagens: Peter Hernandez”  Selecionei  ‘Abrir


Bom dia Flor!

Devo confessar que passei a noite pensando em você.

Quero vê-la de novo, logo. Hoje tenho que ir ao estúdio, mas tenho a manhã livre.

Aceita tomar um sorvete comigo?

Beijo!

 Reli a mensagem três vezes seguidas, mordendo o lábio inferior com força. Ao ir para o próximo sms recebido tive uma leve decepção, era de Nina.

Amiga!! Você não imagina quem acabei de ver passando de carro!!!

BRUNO MARS!!!

 Meus Deus o cara é lindo!

Quase corri atrás do carro! Kkkkkk

 Eu soltei uma risada nervosa. Bruno Mars! *-* Eu amo as músicas dele, adoraria pedir um autografo. Mas meus pensamentos logo se voltaram ao Peter, tornei ao sms que ele me enviou, reli-o. E comecei a maquinar oque responder. Momento estranho esse, quando você recebe uma mensagem do cara e não sabe oque responder. Em dúvida, não querendo transparecer que está caidinha por ele. O que é o meu caso.

Bom dia Peter! Comigo não foi diferente.

Eu adoraria, a que horas?

Digitei e enviei.

 Sentei na cama, com um sorriso de orelha a orelha. Perguntando-me e não entendendo o porquê de tanta empolgação. Eu mal o conheço! Eu Hein! Se controla mulher! Ordenei-me mentalmente. Inútil. Ao pentear os cabelos e passar o rímel e gloss vi meu reflexo sorrindo boba no espelho. Após ler a seguinte mensagem:

Agora. Pode ser?

Já estou em frente ao hotel. :$

Meu cabelo comprido solto repartido ao meio, separei dois cachos da frente e prendi-os atrás. Pela primeira vez dez de que cheguei ao Hawaii me lembrei de levar a câmera comigo. Peguei minha bolsa e desci.

Ao atravessar o salão de recepção vi Peter ao longe rodeado de meia dúzia de pessoas, dois caras acompanhando algumas meninas vibrantes com papel e câmera nas mãos. Franzi o cenho. Não sabia que Peter já tinha fã! Em seguida sorri. Isso é bom! Ele deve ser bom. O grupo já estava de saída. Antes de eu chegar aos degraus de mármore, se foram.  Peter vestia bermuda jeans escuro, camisa cinza com um colete jeans. Usava um chapéu de Feltro Fendora cinza, óculos Wayfarer. Refleti no quanto ele é estiloso.

 Peter tirou os óculos, sorrindo.

- Oi. – Saldei-o, um passo a sua frente.

- Oi. – Ele sorriu perfeitamente, não pude deixar de admirar suas covinhas fofas.

- Seus fãs? Dei um sorriso admirado.

- É… – Respondeu reservado, com um sorriso moleque. – Vamos?

Não fomos muito longe de carro. Algumas esquinas depois, Peter estacionou em frente a um estabelecimento intitulado Rock Island Cafe. Seu interior decorado com muita cor, um estilo que me lembrou o japonês.

Sentamo-nos a uma mesa mais retirada, o restaurante estava vazio além de nós. Pedimos dois Milk Shake.

- Por que você fica me olhando assim? – Indaguei-o. Seus olhos castanhos fitavam-me com intensidade.

Ele sorriu. – Porque eu não consigo te olhar de outra forma.

- Ah, isso responde muita coisa. – Ergui as sobrancelhas.

- Você é linda. E o seu jeito…

Enrubesci. Apertei os olhos. – Ah, ahan. Dei uma risadinha curta e cética.  Nossos Milk Shake chagaram a nossa mesa.

“É foi a maior loucura saímos correndo pelas ruas, e o cara gritando atrás de nós! Deve ter nos xingado de coisas horríveis. Mas não tem a menor diferença ele falava em tailandês sei lá. Haha”

“Cara, você é louco!” Gargalhei.

“Eu achei muito louco! É paradoxal! Imagine Jesus casado, documentos que provem o casamento com Maria Madalena! Impossível.”  “ Concordo, e o final é tão improvável. O Langdon… er, deixa pra lá. Não vou te contar o final.” Eu sorri, interessante ele também ter lido O Código Da Vinci.

“Como o convite foi para tomar um sorvete.” Peter pegou um ‘casquinha’ empilhado de bolotas de sorvete com o atendente do carrinho ambulante. “Mahalo. Casquinha é?” “Esse aqui ainda é pequeno.” Caminhamos pela orla da praia, conversando como adolescentes com os hormônios a flor-da-pele. O celular dele tocou. Peter pegou-o do bolço, olhou e ignorou a ligação. Voltamos à conversa, porém o celular tocou novamente. “Atende Peter. Deve ser importante.” Sorri. “Desculpe, só um minuto.” Ele deu um sorriso torto. Viajei observando a paisagem, impossível de me acostumar com um paraíso daquele.

“Era o Phill. Me lembrando do ensaio, estou atrasado duas horas.” Peter deu outro sorriso torto, dando de ombros.

“É melhor você ir então. Não quero…” “Eu não queria estar em outro lugar Jasmin. Mas o dever me chama. Aceita uma carona de volta ao hotel?” “Na verdade, acho que vou ficar por aqui. Mahalo.”

Caminhamos até o Hyundai-Genesis vermelho vivo de Peter. “Nos vemos amanhã?” Ele propôs. “Com certeza!” Dei-lhe um grande sorriso. Peter pegou em minha mão, se aproximou, olhando em meus olhos, nos beijamos. Tive a sensação de que cada terminação nervosa de meu corpo era um fio desencapado. Seu beijo tão doce, intenso, nossas línguas geladas por causa do sorvete. Saboreei sua língua, Peter pegou em minha cintura e me apertou contra ele, ficamos ali encostados no carro, durante um longo tempo. Até seu celular tocar novamente.

- É melhor você ir… Eu disse entre beijos.

- Ah, quer que eu vá é?

- Peter, não…

Ele me calou com outro beijo, agora com uma sede impressionante, ardente. Ergueu-me do chão abraçando minha cintura, girou e pôs-me no chão de novo. Uma sensação deliciosa percorreu meu corpo, soltei uma gargalhada. Abri os olhos, os dele abriram-se um segundo antes dos meus. Ele me deu um selinho e me soltou. “Até amanhã Peter.” “Até amanhã Jasmin.” Peter me deu outro beijo delicioso e abriu a porta do carro, entrou. Sentado no banco, me deu uma piscadela e se foi.

Vi-o se afastar, e desci para a areia, meus pensamentos tomados pelo seu beijo embriagante. Fiquei pela praia até pouco depois das 15h:00min. Pedi para alguns havaianos tirarem fotos minhas, uns inclusive saíram nas fotografias ao meu lado. Surpreendi-me ao perceber que nem a paisagem paradisíaca havaiana foi capaz de tirar Peter de meus pensamentos.

Yasmine Hernandez~*